Aquela era uma poesia
que nasceu tão pronta
que já chegou tonta.
Cheia de si.
Poesia não é caneta.
Poesia é lápis
que se aponta
na doação diária
do próprio objeto
da escrita.
E que se dissolve
aos poucos,
mas que até o fim
sempre está ali,
para a construção,
no papel,
da essência que
havia nele e também
da essência
que havia em ti.
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