Todo dia
tô só no Face.
Tô só, no Face.
E assim
mais um
dia
foi-se.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Tô só no Face
Tô só no Face.
Tô só, no Face.
Tá osso no Face
pra cachorro.
Vivo no Face
ou no Face morro?
No Face há quem
lata, há quem morda,
há quem balance
o rabo
e há quem
a todo custo
o balançar do
rabo esconda.
Tudo onda.
Fragilidade
de isopor
com cara
de inox.
Mas, se
no inbox
conversarmos
sem botox,
quem sabe
não prometa
dar a ti,
além do meu retrato,
também
meu pau de selfie.
Tô só, no Face.
Tá osso no Face
pra cachorro.
Vivo no Face
ou no Face morro?
No Face há quem
lata, há quem morda,
há quem balance
o rabo
e há quem
a todo custo
o balançar do
rabo esconda.
Tudo onda.
Fragilidade
de isopor
com cara
de inox.
Mas, se
no inbox
conversarmos
sem botox,
quem sabe
não prometa
dar a ti,
além do meu retrato,
também
meu pau de selfie.
Palavra que quer ser vista
Poesia às vezes
dá azia.
Às vezes sai
como arroto,
num rompante
só.
Às vezes entala
na alma vazia
e na garganta
fica aquele nó.
dá azia.
Às vezes sai
como arroto,
num rompante
só.
Às vezes entala
na alma vazia
e na garganta
fica aquele nó.
Letra em transformação
Aquele "I" não era
de anúncio de problemas.
Ele era solução em si,
pois havia ficado louco,
plantado bananeira e
aberto as pernas.
"I" ou "Y",
esse já não era
mais o seu "X" da questão.
de anúncio de problemas.
Ele era solução em si,
pois havia ficado louco,
plantado bananeira e
aberto as pernas.
"I" ou "Y",
esse já não era
mais o seu "X" da questão.
Reflexão em meio à rua General Glicério
Meio óbvio descobrir que aquela manicure que deixava 50% dos seus ganhos com a dona do salão, que caprichasse em apenas uma das mãos de suas clientes.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Mosqueteiro solitário
Chamava-se Alexandre e queria ser grande escritor tal qual Alexandre Dumas, o pai, mas se fosse como Alexandre Dumas, o filho, já ficaria feliz. Contudo, gostava de beber, o que colaborou demais para seu insucesso na carreira. E hoje é um mosqueteiro solitário tentando se livrar do vício e da rejeição. Enquanto rabisca alguma coisa nos guardanapos de papel, lá na mesa do bar, as pessoas costumam se lamentar sobre seu destino dizendo apenas: o que será que tanto escreve esse Alexandre... dumas e outras?
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
O criado-mudo
Era uma vez um criado-mudo. Mas que era mudo por timidez, não porque tivesse nascido mudo. Um dia, depois de tanto desprezo da parte de seu dono, um magnata de um dessas empreiteiras, sentiu vontade de falar. Assim, procurou a Polícia Federal, fez um acordo de delação premiada e contou tudo o que sabia, inclusive sobre os vários documentos que havia guardado no interior de sua gavetinha, grandes segredos escusos do tal magnata. Pelo fato de guardar as provas desses crimes consigo ele era também, de certa forma, cúmplice. Assim, após a delação premiada, o magnata da construtora foi preso e ele, um simples criado-mudo, teve sua pena aliviada, e deverá passar alguns anos tendo sobre si a garrafa de café de uma repartição pública qualquer, quando pagará sua pena de omissão ouvindo diariamente uma porção de fofocas da turma lá da firma, mas sem abrir a boca.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Pequenas crônicas de uma eterna São Silvestre 3
Passou correndo o atleta enjoado. Passou a moça bonita. Passou o Pacaembu. Passou o cadeirante. Passou o perfume francês. Passou o desodorante vencido. Passou o homem fantasiado. Passou o palmeirense. Passou o corintiano. Passou o torcedor do ABC, de Natal. Passou o grupo de Cerquilho. Passou o sósia do Pelé. Passou, com custo, o quilômetro oito. Passou com mais custo ainda o quilômetro doze. Passou o Viaduto do Chá. Quase não passa a Brigadeiro. Enfim, ir bem devagar na São Silvestre é isso. Um passo a passo, em que tudo passa pela gente, e, enquanto isso, apenas uma coisa passa pela nossa cabeça: "Logo também passo pela linha de chegada, lá na frente".
Assinar:
Postagens (Atom)