O velhinho e a velhinha seguem de mãos dadas pela rua após a chuva de verão. Temem escorregar, temem que um escape do outro. Temem que os escorregões ao longo da vida, de ambos, se levantem. De repente, ele pisa, de propósito, na poça d´água, que molha as canelas finas da velhinha. Ela, de pronto, golpeia o companheiro carinhosamente com o guarda-chuva já recolhido. Os dois riem, se sentam num café e ficam olhando o mar.