Naquela casa tinha um João-bobo, que ficava entre os brinquedos
das crianças. Havia também uma boneca inflável que era guardada num armário. Certo
dia, a Joana-boba, que de boba não tinha nada, flagrou o marido com a boneca
inflável. Não teve dúvidas, furou os dois com uma faca, os quais deram seus últimos
suspiros sem antes fugirem voando do local. Ela então ficou ali, no local, em
estado de choque. Agora, vez ou outra, as crianças a flagram se mexendo
sozinha, para frente e para trás, como se se lamentasse de seu ato impensado,
tomada que foi pelo ciúme.