Por que é que nessa vida alucinante
as gargalhadas só pegam na manivela
enquanto as lágrimas descem de
escada rolante ?
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Oração pelas crianças
Deus bondoso, proteja os meninos e as meninas da
dura realidade, que também não é a verdade. Guarde a esperança no coração de
cada um deles e a força para sempre voltarem a seus castelos mágicos e a suas
casas na árvore. E que a cada reencontro eles sempre sintam aquele friozinho na
barriga ao enfrentarem bruxas e dragões. E que saibam que nesse mundo só deles,
as lutas de espada não machucam, as flechas passam raspando e ninguém sai
ferido. E que ao final da batalha, todos possam se sentar à mesa para um delicioso
chá da tarde, com muitas rosquinhas de nata e bolo de chocolate. E ali, naquela
democrática mesa alegre, que se divirtam todos: meninos, meninas, bruxas,
dragões, dinossauros, mosqueteiros, índios, soldados e o sempre companheiro
cãozinho, que aos pés da mesa, então se deitará para dormir seu sono cheio de
paz, dentro de um sonho de criança.
Relacionamento
Nada mais natural do que a trapezista do circo ter colocado no Facebook
que estava num relacionamento nada sério com o palhaço do circo.
que estava num relacionamento nada sério com o palhaço do circo.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Amor e guarda-chuva
Dizem que o amor
dura o tempo que for preciso.
Décadas, dias ou apenas um mês.
Lembro-me do meu até hoje
embora ele tenha durado
menos que um guarda-chuva chinês.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Poema pueril
Sempre penso numa lágrima
que se recusou a ser de tristeza.
Mas também não queria
ser de alegria.
Escorreu de um dos olhos
de improviso,
de bobeira,
depois de um espirro
por causa da poeira.
que se recusou a ser de tristeza.
Mas também não queria
ser de alegria.
Escorreu de um dos olhos
de improviso,
de bobeira,
depois de um espirro
por causa da poeira.
Poesia é lápis
Aquela era uma poesia
que nasceu tão pronta
que já chegou tonta.
Cheia de si.
Poesia não é caneta.
Poesia é lápis
que se aponta
na doação diária
do próprio objeto
da escrita.
E que se dissolve
aos poucos,
mas que até o fim
sempre está ali,
para a construção,
no papel,
da essência que
havia nele e também
da essência
que havia em ti.
que nasceu tão pronta
que já chegou tonta.
Cheia de si.
Poesia não é caneta.
Poesia é lápis
que se aponta
na doação diária
do próprio objeto
da escrita.
E que se dissolve
aos poucos,
mas que até o fim
sempre está ali,
para a construção,
no papel,
da essência que
havia nele e também
da essência
que havia em ti.
O esquilo e os pronomes
Era uma vez
um esquilo
que aprendia
os pronomes:
Eu
Tu
Ele
Noz (ops !)
E lá se foi
o bichinho
com o seu
"prêmio",
que ele preferiu
roer sozinho
com seus dentinhos
a deixá-lo
ser massacrado
pela Língua
Portuguesa,
sempre às voltas
com impiedosos
dentes de engrenagem.
um esquilo
que aprendia
os pronomes:
Eu
Tu
Ele
Noz (ops !)
E lá se foi
o bichinho
com o seu
"prêmio",
que ele preferiu
roer sozinho
com seus dentinhos
a deixá-lo
ser massacrado
pela Língua
Portuguesa,
sempre às voltas
com impiedosos
dentes de engrenagem.
Poetas alados
O poeta sempre quer voar mais longe,
e faz solitário seu voo migratório.
E é só lá no alto,
vendo todo o mundo
bem pequenininho
que percebe
que nesse voo
nunca está sozinho.
Poetas alados
por todos os lados
seguem juntos
fugindo das dores do amor
ou indo ao encontro de
ninhos onde sempre são amados.
e faz solitário seu voo migratório.
E é só lá no alto,
vendo todo o mundo
bem pequenininho
que percebe
que nesse voo
nunca está sozinho.
Poetas alados
por todos os lados
seguem juntos
fugindo das dores do amor
ou indo ao encontro de
ninhos onde sempre são amados.
"Santo imposto"
Se nosso "santo imposto"
só faz "milagres"
para alguns políticos
e afins,
só mesmo clamando
a "s(ã)onegação",
que com urgência,
rogue por mim !
só faz "milagres"
para alguns políticos
e afins,
só mesmo clamando
a "s(ã)onegação",
que com urgência,
rogue por mim !
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
A lei ao léu
A esperança balança
de repente,
como se não soubéssemos
que jamais
seria diferente.
Mas como diz a lei,
adaptada
ao conveniente:
Olho por olho...
dente por dente
embargos infringentes...
de repente,
como se não soubéssemos
que jamais
seria diferente.
Mas como diz a lei,
adaptada
ao conveniente:
Olho por olho...
embargos infringentes...
Saber escolher
Há cafés que não precisam ser tomados,
com pessoas com as quais não se deve
perder tempo.
Mas há chocolates que precisam ser sorvidos,
com pessoas especiais,
que nos enchem a vida de alegria,
quem contam suas dores e vitórias
na medida certa.
Que sempre lembram de
um poema,
que cantarolam uma
música especial,
e que quando vão embora
deixam a certeza
de que logo outros
encontros deliciosos
virão.
Ao pessoal sincero do
chocolate: até breve,
até a próxima, até sempre.
Às pessoas do egoico
café diga simplesmente
que está seguindo a sua
sina, e que torce
para não nunca mais
ter de encontrá-las
na padaria da esquina.
com pessoas com as quais não se deve
perder tempo.
Mas há chocolates que precisam ser sorvidos,
com pessoas especiais,
que nos enchem a vida de alegria,
quem contam suas dores e vitórias
na medida certa.
Que sempre lembram de
um poema,
que cantarolam uma
música especial,
e que quando vão embora
deixam a certeza
de que logo outros
encontros deliciosos
virão.
Ao pessoal sincero do
chocolate: até breve,
até a próxima, até sempre.
Às pessoas do egoico
café diga simplesmente
que está seguindo a sua
sina, e que torce
para não nunca mais
ter de encontrá-las
na padaria da esquina.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Andar por Sampa é sempre legal
Andar por Sampa
é muito legal.
Mulher boceja na rua
à espera do farol abrir.
Homem peida no
solavanco do vagão.
O discurso do flanelinha
é envolvente.
E o jovem casal,
ele de boné,
ela de tênis vermelho,
jura amor eterno
enquanto o ônibus
não vem.
O garoto corre
atrás dos pombos
na Praça da Sé,
e um estudante
de fotografia retrata
o centro velho,
seguindo os passos
de Cristiano Mascaro.
Os violeiros tocam
as cordas de aço
da viola e a voz
dos três - da dupla
sertaneja e do homem
da cobra - se mistura
ao barulho da moto
de mais um cachorro-louco,
que corta a cidade como se
levasse um coração
para ser transplantado.
O frenesi volta ao
normal, cadenciado
pelo ritmo do ciclista
que faz entregas.
E sempre se tem a
impressão de que o
charmoso furgão
verde do Toalheiro
Brasil vai passar no
Largo do Arouche.
Enquanto isso,
um homem de paletó
e com azia se esquece
da acidez e toma
um delicioso café nas
proximidades da
rua Boa Vista.
E eu agradeço aos
céus por poder transitar
por essa cidade enquanto
limpo o cocô de cachorro
da sola de meu sapato
bem pertinho do Viaduto
do Chá.
Faço isso já pensando na
São Silvestre, quando
a cidade para para
correr, e corre
de si mesma
ou em busca
de si mesma.
Um encontro
que se efetiva
rapidamente
todos os dias,
no encontrão
entre aqueles
que querem
entrar e aqueles
que querem
sair, assim que
os vagões do
metrô abrem
suas portas.
é muito legal.
Mulher boceja na rua
à espera do farol abrir.
Homem peida no
solavanco do vagão.
O discurso do flanelinha
é envolvente.
E o jovem casal,
ele de boné,
ela de tênis vermelho,
jura amor eterno
enquanto o ônibus
não vem.
O garoto corre
atrás dos pombos
na Praça da Sé,
e um estudante
de fotografia retrata
o centro velho,
seguindo os passos
de Cristiano Mascaro.
Os violeiros tocam
as cordas de aço
da viola e a voz
dos três - da dupla
sertaneja e do homem
da cobra - se mistura
ao barulho da moto
de mais um cachorro-louco,
que corta a cidade como se
levasse um coração
para ser transplantado.
O frenesi volta ao
normal, cadenciado
pelo ritmo do ciclista
que faz entregas.
E sempre se tem a
impressão de que o
charmoso furgão
verde do Toalheiro
Brasil vai passar no
Largo do Arouche.
Enquanto isso,
um homem de paletó
e com azia se esquece
da acidez e toma
um delicioso café nas
proximidades da
rua Boa Vista.
E eu agradeço aos
céus por poder transitar
por essa cidade enquanto
limpo o cocô de cachorro
da sola de meu sapato
bem pertinho do Viaduto
do Chá.
Faço isso já pensando na
São Silvestre, quando
a cidade para para
correr, e corre
de si mesma
ou em busca
de si mesma.
Um encontro
que se efetiva
rapidamente
todos os dias,
no encontrão
entre aqueles
que querem
entrar e aqueles
que querem
sair, assim que
os vagões do
metrô abrem
suas portas.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Abrir-se
Você se abriu feito flor,
e eu, feito embalagem de CD.
Tempos diferentes de
se mostrar, de ganhar coragem
para se descobrir, um jogo que
se completa e que enche
de perfume o ato solene
de simplesmente ouvir.
e eu, feito embalagem de CD.
Tempos diferentes de
se mostrar, de ganhar coragem
para se descobrir, um jogo que
se completa e que enche
de perfume o ato solene
de simplesmente ouvir.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
História simples no meio de uma tarde de calor
Hoje eu queria escrever uma história de
alienígenas, de ninfas presas em mosteiros guardados por cavaleiros templários,
de espadas que soltam fogo e de enormes criaturas aladas que com suas garras
exterminam qualquer mortal. Eu queria escrever uma história assim, pois, quem
sabe, dessa forma, aqueles garotos adolescentes que vão para o colégio acomodados
em suas vans escolares a lessem. Mas não consigo.
A
maior aventura que tenho condições de contar hoje é sobre um garoto do interior,
que com seu estilingue errou a lata que estava sobre um dos galhos da mangueira
e acertou a vidraça da dona Iolanda, correndo em seguida lá para trás das
goiabeiras. Estilhaçado o vidro da janela, nenhuma nave desceu à Terra, as
ninfas não se manifestaram, muito menos as enormes criaturas aladas e suas
espadas fumegantes. Apenas dona Iolanda, que de tão furiosa parecia cuspir fogo
pelas ventas.
Passada
a raiva da mulher ranzinza, naquele calor preguiçoso da tarde, uma manga foi ao
chão, um porquinho do quintal começou a comê-la e o garoto do estilingue, à
essa altura, não se lembrava mais da arte que fizera. Ele só queria mesmo era
nadar naquela água quase morna do riacho, que passa bem atrás da plantação, no
fundo de sua casa. Ali sim, ele mergulha em sua imaginação pensando num mundo possível,
onde tudo acontece e disco voador às vezes não pega de manhã porque a ninfa,
pra se vingar dos templários, adultera o combustível com pó mágico vencido e vai
para a horta, só pra cortar melancia em fatias precisas com o raio laser da
espada Jedi que possui.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Revirar por dentro
Depois
daquele
“atroz
verão”
minhas
"melan-cólicas”
manhãs de inverno
"melan-cólicas”
manhãs de inverno
nunca mais
foram as
mesmas. domingo, 8 de setembro de 2013
Foto PXB
Aquele barco ao longe
que carregava um solitário monge
era amarelo. O céu, azul,
a água do mar, verde
e a roupa do monge, laranja,
em sintonia com a cor do
pôr do sol.
E olhando aquela imagem
tão colorida senti
não ter nas mãos
uma câmera para fazer
uma linda foto em preto
e branco. Para mim,
a vida é jogo de
xadrez que
se completa com
luz e sombra, em que
reis jamais deixarão o tabuleiro
e tudo o mais, superada a estratégia,
perde a importância.
que carregava um solitário monge
era amarelo. O céu, azul,
a água do mar, verde
e a roupa do monge, laranja,
em sintonia com a cor do
pôr do sol.
E olhando aquela imagem
tão colorida senti
não ter nas mãos
uma câmera para fazer
uma linda foto em preto
e branco. Para mim,
a vida é jogo de
xadrez que
se completa com
luz e sombra, em que
reis jamais deixarão o tabuleiro
e tudo o mais, superada a estratégia,
perde a importância.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Dança
A tristeza quando vem se encostando,
quer ser tirada pra dançar.
E se isso acontecer,
será que a alegria lhe fará par ?
E o que conversarão
as duas durante a valsa ?
Quem convencerá quem ?
Dançarão as duas
tango, rock ou
terminarão na salsa ?
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Vida besta itinerante
Ele entrou no vagão,
esquivou-se de duas encoxadas,
tentou ler um livro,
não deu.
Encaixou o braço entre dois peitos,
e esse foi seu maior feito até a Consolação.
Consolação do metrô, dele, e por que não dizer dela ?
esquivou-se de duas encoxadas,
tentou ler um livro,
não deu.
Encaixou o braço entre dois peitos,
e esse foi seu maior feito até a Consolação.
Consolação do metrô, dele, e por que não dizer dela ?
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Juramento
Confesso minhas falhas.
Confesso e até juro.
Mas juro de maneira simples.
Não juro sobre juro.
Meu juro é discreto, simples,
não é juro composto.
Não confesso minhas
falhas com alarde de
vocativo.
Prefiro fazer uso do
até dispensável e
sempre circunspecto
aposto.
Confesso e até juro.
Mas juro de maneira simples.
Não juro sobre juro.
Meu juro é discreto, simples,
não é juro composto.
Não confesso minhas
falhas com alarde de
vocativo.
Prefiro fazer uso do
até dispensável e
sempre circunspecto
aposto.
Eu não me entrego
Eu não me entrego, não.
Se me vir cabisbaixo
é porque estou
procurando dinheiro
no chão.
Se me vir cabisbaixo
é porque estou
procurando dinheiro
no chão.
Necessidade de ouvir
Me liga pra falar
de paz,
pra contar que
tem um ás na
manga,
que também
detesta canja,
que a ligação
não tem tarifa
ou que simplesmente
ganhou um ovo de Páscoa
na rifa.
Mas liga.
de paz,
pra contar que
tem um ás na
manga,
que também
detesta canja,
que a ligação
não tem tarifa
ou que simplesmente
ganhou um ovo de Páscoa
na rifa.
Mas liga.
Trem, um grande intestino
O trem é um grande intestino,
grosso ou delgado,
dependendo do horário,
onde há calor humano,
mas falta
afeto e afago.
O trem é um grande intestino,
que se nutre de nossas
necessidades e sonhos
num entra e sai de
se encher e esvaziar,
ficando para o final,
o ato sistemático
de evacuar.
Daí nossa cara de bosta
ali dentro
movimento nervoso
de nossa quase obrigatória
missão de
ir e chegar,
saindo do aconchego de nossas
casas, que é nossa vida privada,
para a privada social onde
somos despejados
e permanecemos
até o dia chegar ao seu final.
Engolida a labuta,
vamos nós para nova
digestão, novamente
com cara de bosta,
agora cansada,
se espremendo no
vagão.
grosso ou delgado,
dependendo do horário,
onde há calor humano,
mas falta
afeto e afago.
O trem é um grande intestino,
que se nutre de nossas
necessidades e sonhos
num entra e sai de
se encher e esvaziar,
ficando para o final,
o ato sistemático
de evacuar.
Daí nossa cara de bosta
ali dentro
movimento nervoso
de nossa quase obrigatória
missão de
ir e chegar,
saindo do aconchego de nossas
casas, que é nossa vida privada,
para a privada social onde
somos despejados
e permanecemos
até o dia chegar ao seu final.
Engolida a labuta,
vamos nós para nova
digestão, novamente
com cara de bosta,
agora cansada,
se espremendo no
vagão.
Porra adestrada
Era uma vez
uma porra-louca
que começou a incomodar.
Meteram-na no
antidepressivo
pra se acalmar.
Hoje, essa
porra-louca
nem porra é.
Virou leitinho
bem comportado
já é quase energia,
que não sobe
mais à cabeça
e nem ousa
deixar aquilo
em pé.
uma porra-louca
que começou a incomodar.
Meteram-na no
antidepressivo
pra se acalmar.
Hoje, essa
porra-louca
nem porra é.
Virou leitinho
bem comportado
já é quase energia,
que não sobe
mais à cabeça
e nem ousa
deixar aquilo
em pé.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Pimenta/leite condensado
Pimenta dedo-de-moça
misturada com leite
condensado.
Assim é você,
ou seria você
na indefinição entre
o assim e o assado ?
Assim é você,
ora ardidinha que dá vontade
de morder, mas com receio,
e o risco de até chorar,
ora toda melosa que
se entrega por inteiro
e que para o bolo de nós dois
não existe um melhor recheio.
O que mais me agrada
nisso tudo é que nessa
inconstância eu sempre
estarei no meio.
misturada com leite
condensado.
Assim é você,
ou seria você
na indefinição entre
o assim e o assado ?
Assim é você,
ora ardidinha que dá vontade
de morder, mas com receio,
e o risco de até chorar,
ora toda melosa que
se entrega por inteiro
e que para o bolo de nós dois
não existe um melhor recheio.
O que mais me agrada
nisso tudo é que nessa
inconstância eu sempre
estarei no meio.
Estorvo
Quando a gente está
onde não deveria estar
é por que em algum
momento nos faltou
fé. Fé para dizermos não.
Fé para não aceitarmos
aquela dança.
E quando agimos
covardemente assim,
no baile
da vida parecemos
um estorvo
esbarrando nos
outros ou simplesmente
lhes pisando no pé.
onde não deveria estar
é por que em algum
momento nos faltou
fé. Fé para dizermos não.
Fé para não aceitarmos
aquela dança.
E quando agimos
covardemente assim,
no baile
da vida parecemos
um estorvo
esbarrando nos
outros ou simplesmente
lhes pisando no pé.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Mamilos
Seus mamilos,
quando endurecem,
merecem a devoção
de uma mordida
que se desfere
com a ternura
e a pressão
exatas, a exemplo
da que cuidadosamente
desferimos ao iniciar um
sorvete Häagen-Dazs
com cobertura de chocolate.
quando endurecem,
merecem a devoção
de uma mordida
que se desfere
com a ternura
e a pressão
exatas, a exemplo
da que cuidadosamente
desferimos ao iniciar um
sorvete Häagen-Dazs
com cobertura de chocolate.
Dias cheios, dias vazios
Há dias vazios, feito bexiga esquecida
que não foi enchida para a festa infantil,
como há dias cheios, repletos de
recordações,
feito estômago de sucuri
que engoliu um boi.
Feito vaca farta
de capim,
quando as boas
memórias vêm para
o presente, e parecem
vivas, atuais, palpáveis.
E é esse "ruminar de
reminiscências" que
nos ajuda a empurrar
a cortante inquietação
da vida para
depois, para um
futuro provável,
no qual poderemos
ser serpentes ou
bois, engolidos
ou saciados,
dependendo
de que lado
jogará o
destino
o nosso
dado.
que não foi enchida para a festa infantil,
como há dias cheios, repletos de
recordações,
feito estômago de sucuri
que engoliu um boi.
Feito vaca farta
de capim,
quando as boas
memórias vêm para
o presente, e parecem
vivas, atuais, palpáveis.
E é esse "ruminar de
reminiscências" que
nos ajuda a empurrar
a cortante inquietação
da vida para
depois, para um
futuro provável,
no qual poderemos
ser serpentes ou
bois, engolidos
ou saciados,
dependendo
de que lado
jogará o
destino
o nosso
dado.
Vaso escolhido ?
De que adiantava aquele religioso se achar um vaso escolhido, se a água que trazia em seu interior era ruim e ressecava qualquer flor que tentasse entrar em seu coração ?
Assinar:
Postagens (Atom)