Há dias vazios, feito bexiga esquecida
que não foi enchida para a festa infantil,
como há dias cheios, repletos de
recordações,
feito estômago de sucuri
que engoliu um boi.
Feito vaca farta
de capim,
quando as boas
memórias vêm para
o presente, e parecem
vivas, atuais, palpáveis.
E é esse "ruminar de
reminiscências" que
nos ajuda a empurrar
a cortante inquietação
da vida para
depois, para um
futuro provável,
no qual poderemos
ser serpentes ou
bois, engolidos
ou saciados,
dependendo
de que lado
jogará o
destino
o nosso
dado.
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