sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
O criado-mudo
Era uma vez um criado-mudo. Mas que era mudo por timidez, não porque tivesse nascido mudo. Um dia, depois de tanto desprezo da parte de seu dono, um magnata de um dessas empreiteiras, sentiu vontade de falar. Assim, procurou a Polícia Federal, fez um acordo de delação premiada e contou tudo o que sabia, inclusive sobre os vários documentos que havia guardado no interior de sua gavetinha, grandes segredos escusos do tal magnata. Pelo fato de guardar as provas desses crimes consigo ele era também, de certa forma, cúmplice. Assim, após a delação premiada, o magnata da construtora foi preso e ele, um simples criado-mudo, teve sua pena aliviada, e deverá passar alguns anos tendo sobre si a garrafa de café de uma repartição pública qualquer, quando pagará sua pena de omissão ouvindo diariamente uma porção de fofocas da turma lá da firma, mas sem abrir a boca.
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