Na segunda-feira de manhã,
sentada no trem, a caminho
do trabalho, a moça bonita,
e com olheiras, que passou
o final de domingo
metendo, metendo e metendo
comia com ar de tristeza e a cabeça
não se onde um fumegante
pão de queijo.
A quentura do pão queimava
sua boca sapecada,
retirava parte do seu
batom e no fone de ouvido
a lembrança dos gemidos
de ontem misturada
ao martelante funk,
de sempre.
Nenhum comentário:
Postar um comentário