Era uma vez uma locomotiva.
Ela era louca.
Era emotiva.
E por ser assim
viva descarilando,
arrastando consigo
um mundo de
seguidores
que sem ela
não tinham
forças de ir
adiante
pelo simples
fato de não
serem loucos
nem emotivos.
Eram grandes,
mas vazios,
vagos, vagões,
mesmo quando
abarrotados de
pessoas que se
acotovelavam
para entrar e
para sair
porque também
eram vazias
de sentimento
e pensavam
que por portarem
celulares
eram mais loucas,
mais emotivas,
entre lágrimas
que não caíam
e gargalhadas
silenciosas
restritas a
enfadonhos
Kkkkkks.
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