Que nos abramos em aberturas f1.0, f1.8, f2.0,
menos não, para que esse obturador nosso,
o do sonho (e do desejo),
ajuste-se em velocidade bem lenta,
quase bulb, quase tântrico,
deixando que tudo voe
em harmonia,
inclusive as questões do
dia a dia,
e que dessa maneira,
nessa banheira,
tudo transborde e
escorra pela casa inteira,
sem que haja forças,
vontade, preocupação
de sequer fechar
essa nossa torneira.
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