No Metrô, em meio
a um mundo de gente,
quase ele cai no
vão, no vão que existe
entre as diferentes
indiferenças que
de longe parecem
todas iguais.
Já dentro do vagão
viu pela janela
um poesia de
Fernando Pessoa,
o único a lhe compreender
ali os seus
inúmeros ais.
Recobrou a esperança,
retomou a carga de
delicadeza e sorriu
à massa humana.
Facilitou a saída
de outro passageiros,
pediu licença
e de repente
pareceu levitar,
em paz.
Suspenso fisicamente pela turba
e em espírito pela poesia,
não tinha mais os pés no chão,
estava em outra esfera,
já não se sentia
sob a terra,
mas à beira de
um tranquilo cais.
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