terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Memória
Às vezes, o reencontro com alguns amigos do passado é vazio. Voltamos correndo à velha escola e o pipoqueiro não está mais lá. Também não está mais lá a namoradinha do terceiro ano, e o boletim com notas vermelhas não pesa tanto. O que nos resta diante disso é dizermos amenidades, falarmos sobre futebol e tomarmos um café, não vendo a hora de sairmos correndo dali, daquela relação estranha. Hoje, as diferenças são gritantes. Cada um seguiu por um caminho, as histórias não batem mais e a relação que era sincera, virou uma disputa horrível, quando não, uma exaltação dos grandes feitos e dos bens conquistados. Entretanto, há amigos especiais, com os quais o retorno é uma volta quase real ao passado, e que sempre chega com figurinhas amassadas nos bolsos, e que sem cerimônia, se abaixa no chão e o convida a fazer o mesmo. E é ali, na brincadeira alegre e despretensiosa do "bafo" que voltamos a ser meninos, sem pensar no futuro, sem o pesar do presente, e quando vamos embora fica sempre a certeza de que em algum lugar alguém estará na mesma doce sintonia de um passado que não passa.
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