Ela lhe tirava o sono feito café. Assim ele não dormia. E por não dormir, não sonhava com ela nua lhe tirando a roupa, como ele vivia sonhando acordado.
Um dia, trocou o dia pela noite, e como não sabia mais qual era um qual
era outro, porque não dormia, viu aquela linda mulher vindo em sua direção.
Ela vinha nua, lhe tirou a roupa e os dois transaram como num sonho. Depois, enfim, ele adormeceu. Ela também. E para pôr fim às dúvidas se era dia ou noite, se era sonho ou realidade, foram acordados por um sujeito bêbado que ao ver o casal nu sobre a grama do jardim da praça achou que estivesse sonhando. E começou a rir do que pensou ser um delírio da cachaça.
O casal se vestiu correndo, ele deu uns bons trocados ao coitado
(antes acordado por ele do que pela polícia) e foram todos embora dali satisfeitos da vida.
Porque prazer é algo que quase se vive, pelo qual quase se morre, que se pega com a mão e escapa, que existe e não existe, que aparece e some. Mas que quando acontece deixa sempre uma sensação pelo corpo e pela alma de bem-estar que parece do outro mundo. Ou seria deste ? Pois ele surge no exato momento em que mais estamos na realidade do que somos de verdade.
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