A
poesia me leva
a
um lugar tão
distante
onde
não
há
ator
nem
atriz
principal,
papéis
sabiamente
entregues
ao
pensamento
e
à palavra.
Lá
nesses
rincões
somos
todos coadjuvantes.
E,
uma vez estando lá,
é
difícil retornarmos
para
onde estávamos.
Às
vezes,
somos
cortados no ato,
em
plena cena,
e
voltamos
correndo
para
o
cotidiano.
Voltamos,
mas
não sem antes
marcamos
nossas
próximas
falas,
nem
que seja
em
guardanapo,
sob
o espelho
embaçado,
na
palma da
mão
ou decorando,
com
olhar fixo,
juntando palavras
sentado num
banco lá da estação.
sentado num
banco lá da estação.
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