60 milhões de brasileiros.
E no meio dela, todos os bancos.
A música começa e se espera
que quando ela parar de repente,
que várias pessoas consigam se sentar,
saudando suas dívidas. Só que a
música não para nunca.
É uma parlenda sem fim,
que diz assim:
- A Maria entrou no rotativo...
- Ah, não!?
- Juro, juro, juro.
- O José entrou no rotativo...
- Ah, não!?
- Juro, juro, juro.
- Juro, juro, juro.
- A Leonor entrou no rotativo...
- Ah, não!?
- Juro, juro, juro.
- Ah, não!?
- Juro, juro, juro.
- O João entrou no rotativo...
- Ah, não!?
- Juro, juro, juro.
- Juro, juro, juro.
E desse jeito ninguém consegue
"falar um verso bem bonito,
dizer adeus, e ir se embora".
Pois nessa praça ilusória,
onde ocorre a ciranda,
o bom senso some,
e não há um que consiga
limpar em definitivo
o seu bendito nome.
Nenhum comentário:
Postar um comentário