Senhor, que os meninos
nunca percam a esperança
e que não queiram
crescer só pra ver
mulher pelada.
Que brinquem muito,
gargalhem, que se sujem,
que tenham cachorro
e estacionem suas
naves no fundo do
quintal, amarradas
na árvore, feito
cavalo.
Que não façam a
distinção entre
paçoca, doce de
abóbora ou
pamonha.
E que na presença
deles, diante de
tanta pureza,
sintamos profunda
vergonha de
todo o mal
que já carregamos
em nós.
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