Tenho fé,
mas meus
orixás...
...preferem
café.
E até
São Benedito
quer assim.
Nesse sincretismo
religioso
nos sentamos
todos à mesa
eu (cavalo),
santos, anjos,
espíritos protetores,
zombeteiros,
demônios, enfim.
E apesar das
muitas crenças
toda a diferença
vira nada
assim que chega
à mesa uma porção
de rabanadas.
Doçura do céu
feita por algum
querubim,
que de tão amável
faz vistas grossas
àquele egoísta que,
sem dó, violenta
a nossa língua,
quase ordenando:
"sorte, vem ni mim".
.
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