e de descobrir um mundo
de coisas que me pedem
paciência por depender
dos outros, sinto-me
de mãos atadas.
Quando o que eu queria mesmo
era ter madeiras,
pregos e um serrote
para fazer casinha
de cachorro, com
capricho, sentindo a
força e a realização
de meu trabalho
em cada movimento
da serra,
em cada martelada.
E que ao término,
de tão feliz,
eu dormisse
cansado dentro
dela,
sentindo na alma
e na aspereza das
mãos aquela
coisa boa
de quem fez
algo de verdadeiro,
após vencer a incômoda coceira
das pulgas mentais da
ansiedade, do
desânimo e do medo.
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