quinta-feira, 12 de junho de 2014

Necessidade de sentir a vida nas mãos

Depois de tanto pensar
e de descobrir um mundo
de coisas que me pedem 
paciência por depender 
dos outros, sinto-me 
de mãos atadas.
Quando o que eu queria mesmo
era ter madeiras,
pregos e um serrote
para fazer casinha 
de cachorro, com 
capricho, sentindo a
força e a realização 
de meu trabalho
em cada movimento
da serra, 
em cada martelada.
E que ao término,
de tão feliz,
eu dormisse
cansado dentro
dela
sentindo na alma
e na aspereza das
mãos aquela
coisa boa
de quem fez 
algo de verdadeiro,
após vencer a incômoda coceira
das pulgas mentais da
ansiedade, do
desânimo e do medo.


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