Ela tinha o tempo como seu amigo.
Mas isso não bastava.
Queria namorá-lo, surpreendê-lo,
amá-lo profundamente,
para que ele, então saciado,
caísse no sono após a entrega
das horas. Assim, ela poderia
viver um pouco mais,
distante algum tempo
da 'vigília vigilante'
desse grande sedutor,
que a fascinava e a
possuía, dia após dia.
Contudo, o senhor tempo
nada de se apaixonar,
e ela, por fim,
depois de tanto
esperar, morreu.
Mas não morreu devido
à passagem do tempo.
Morreu, sim, foi de amor.
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